sexta-feira, 26 de setembro de 2014

CASAR E MORAR JUNTO

Casar e morar junto são duas coisas completamente diferentes. Não tem nada a ver com seu status no cartório. Tem a ver com entrega. Você pode casar com todas as honras. Dar uma festa linda. Gastar os tubos na Lua de Mel. Se mudar com o marido para um apartamento lindo. pronto. decorado. cheio de almofadas em cima da cama… Vocês podem ter se casado – mas vão demorar muito pra saber o que é morar junto. Acho que existem casais que se casam com pompas, e nunca talvez tenham realmente morado juntos.
Morar junto é saber dividir. Saber cobrar. Saber ceder. Saber doar. Morar junto é dividir as contas e as almas. Morar junto é ter um pilha de louça pra lavar, depois de um dia terrível de 10 horas de trabalho. E o outro cantar com você( em um karaokê com detergente) para que o trabalho se torne divertido. Morar junto é ter que assistir Homem Aranha no Telecine Action, e se esforçar para achar legal. Morar junto é tomar banho junto.Transformar o chuveiro em uma cachoeira. Morar junto é ouvir onde dói no outro. Do que ele sente medo. Onde ele é criança. O que o deixa frágil. Morar junto é poder chorar sem parar. E ser ouvida. E cuidada. Mas é também rir. E achar graça em alguma coisa, quando o outro está pra baixo. Morar junto é fazer contabilidade de frustrações, e saber quando não colocar na conta do outro. Morar junto é demorar para levantar. Morar junto não precisa de uma casa, e sim de um espaço. Quem mora junto geralmente é solidário. Casar não. Qualquer um casa. Pra casar basta assinatura e champanhe. Casar leva umas horas. Morar junto leva tempo. O tempo todo. Quando moramos juntos vemos o cabelo dele crescer e ela cortar uma franja. Quando moramos juntos viramos adultos aos pouquinhos, dando um adeus doído ao adolescente que éramos. Quando moramos junto mudamos junto. E o outro vira um outro diferente com os anos. E nós vamos aprendendo a amar aquela nova pessoa, todo dia. Até o dia que, talvez, deixemos de morar juntos...."

Vamos casar? Vamos! Mas primeiro vamos morar juntos.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

É quando você ouve um nome.

E que nem ao menos se refere aquela pessoa, mas você se recorda. Fica aéreo de repente e parece mesmo se desligar do que há em volta. É pego desprevenido. O mundo real se fecha em cortina. Lembranças tomam a cena e retornam a cabeça. Sentimentos reafloram e em questão de milésimos de segundo uma saudade – que parecia adormecida – volta a latejar com força. Cada centímetro do corpo sente uma pontada e se preenche dela.
(...)

O tempo, tão relativo e único que cada um tem o seu, pode até ser curto entre o presente o último encontro. Entretanto, sabe-se lá o tamanho do sentimento que existe. Ainda assim, mesmo que se contem dias, semanas, meses e anos, tudo isso pode ser pouco perto do quanto se queria estar junto naquele exato instante.

É aí, num momento relativamente bobo em que não se tinha intenção, que você se dá conta, reafirma e perde qualquer dúvida sobre algo que o peito já tinha certeza: aquela pessoa é e sempre foi especial.


[ Gustavo Lacombe ]

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Da varanda eu posso ver a rua. Fecho a cortina para que aqui dentro fiquemos a sós. Não queremos ninguém vigiando. Mais duas portas cerradas e agora somos, literalmente, dois amantes entre quatro paredes. Debaixo da coberta, você faz charminho pra mim. Logo se vira, encara meu rosto e me beija. Mal sabe o que eu passei pra tê-lo. Só começando nosso dia, mas a recompensa já me chega. É a tua boca na minha, minha pele na tua. É a vontade, nua e escancarada, que o amor nos faz vestir. Sabe-se lá que horas acaba – a gente não marca -, mas começou faz tempo. Num sonho perdido ou numa dessas madrugadas, eu já imaginava a cena, já planejava invadir o teu mundo e não sair por mais nada.

(G. Lacombe)

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Deliciosamente ele

Tem o tamanho exato das minhas vontades, seja no encaixe de uma conchinha preguiçosa no sofá ou no chão do box que conhece o peso dos nossos corpos deitados sobre ele. Fico boba admirando aquele corpo ou aqueles olhos por trás da câmera enquanto brinca de parar o mundo. Mal sabe ele que o meu mundo para toda vez que ele entra ou no pensamento (e rouba a concentração do que estiver fazendo).

Sua melhor roupa é o sorriso e sua melhor fala é o abraço.

Nem o mau humor que em alguns momentos o pega tira a graça. Ele fica nervoso e mais bonito ainda do que já é. Para e pergunta, com um ar debochado “o que você tá olhando?”. Eu? Nada, imagina. Só como você é deliciosamente lindo.

Deliciosamente ele.

[ Lacombe ]

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Bom dia, meu amor.

Hoje eu acordei pensando: quantas garotas gostariam de ter a sorte de ter alguém especial como você para dar bom dia todos os dias? Fui mais além. Pensei em quantas pessoas gostariam de simplesmente ter alguém para chamar “meu bem”, “meu amor”, ou qualquer outro apelido que viesse logo após um desejo de que o dia seja bom? E, em meio a todos esses pensamentos, entendi mais uma vez o quanto tenho sorte de ter você na minha vida.

Ainda assim, antes da mensagem, procurei uma foto nossa na cabeceira só pra matar a saudade do seu sorriso. (...) Fiquei perdido por entre as palavras que trocávamos no antes, durante e depois da conquista. E vi a evolução de um casal.

Quantas histórias não desejariam ser assim como a nossa?

Fico vaidosa pra falar da gente, claro. Vê se eu não sorriria alguns centímetros a mais com o coração a cada vez que toco no seu nome. Insisto, pra quem quer que diga algo sobre nós, que é diferente de tudo que eu já vivi. É sereno e intempestivo. É racional sem deixar de ser emotivo. É lógico com tendências suicidas pra qualquer lado que indique falta de nexo. Aquilo de completar dois seres que já se achavam completos.

Transbordando-os.

Então, moreno, só queria te dizer o quanto me fez bem acordar e entender tudo isso que eu sentia pelo simples fato de lembrar de você. E me dei conta de que todos os dias sinto o mesmo, e que quero sentir isso por todos os meus outros dias. Existente na minha vida por conta de um Destino, Acaso ou algo mais forte. Algo que costumamos chamar de amor.

Bom dia, meu amor.

[ Gustavo Lacombe ]